meu coração não pode esconder que eu chorei pra ter você perto de mim e poder te dizer que eu sempre te amei num sonho que Deus realizou...
afasta de mim, meu ódio e rancor, pra que mais tarde eu não sinta a dor, eu conheço o horror mas prefiro o amor !
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Saudade
é tão saudável quanto amar...
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
só você consegue me fazer rir, mesmo quando não
tem graça.
E eu vou até o fim,
pra saber se é amor...
Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro-me no momento
quase sem forças, mas pedi para a enfermeira Dane minha amiga escrever esta
carta que será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde
demais: - Eu era uma jovem "sarada", criada em uma excelente família
de classe média alta Florianópolis. Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma
grande estatal e procurou sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de
bom e o que tem e melhor, inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar.
Aos 13 anos
participei e ganhei um concurso para modelo e manequim para a Agência Kasting e
fui até o final do concurso que selecionou as novas Paquitas do programa da
Xuxa. Fui também selecionada para fazer um Book na Agência Elite em São Paulo. Sempre
me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde passava.
Estudava no melhor colégio de "Floripa", Coração de Jesus. Tinha
todos os garotos do colégio aos meus pés.
Nos finais de
semana freqüentava shopping, praias, cinema, curtia com minhas amigas tudo o
que a vida tinha de melhor a ofereceràs
pessoas saradas, física e mentalmente. Porém, como a vida nos prega algumas
peças, o meu destino começou a mudar em outubro de 1994. Fui com uma turma de
amigos para a OKTOBERFEST em Blumenau.
Os meus pais
confiavam em mim e me liberaram sem mais apego. Em Blumenau, achei tudo legal,
fizemos um esquenta no "Bude", famoso barzinho na Rua XV. À noite
fomos ao "PROEB" e no "Pavilhão Galego" tinha um show
maneiro da Banda Cavalinho Branco. Aquela movimentação de gente era
trimaneira"". Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava
escondido da minha mãe o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta
feira, primeiro dia e OKTOBER, tomei o meu primeiro porre de CHOPP.
Que sensação legal
curti a noite inteira "doidona", beijei uns 10 carinhas, inclusive
minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná para
enganar os meganha", porque menor não podia beber; mas a gente bebeu a
noite inteira e os otários" não percebiam. Lá pelas 4h da manhã, fui
levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros.
Deram-me umas injeções de glicose para melhorar. Quando fui ao apartamento
quase "vomitei as tripas", mas o meu grito de liberdade estava dado.
No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles como
tensão pré-menstrual.
No sábado
conhecemos uma galera de S. Paulo, que alugaram um ap" no mesmo prédio.
Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada ao meufuturoassassino. Bebi um pouco no sábado, a festa não estava
legal, mas lá pelas 5:30 h da manhã fomos ao "ap" dos garotos para
curtir o restante da noite. Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso baseado
"Cigarro de Maconha", que me ofereceram. No começo resisti, mas
chamaram a gente de "Catarina careta", mexeram com nossos brios e
acabamos experimentando. Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral,
mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente.
O garoto mais velho
da turma o "Marcos", fazia carreirinho e cheirava um pó branco que
descobri ser cocaína. Ofereceram-me,mas não tive coragem naquele dia.
Retornamos a "Floripa" mas percebi que alguma coisa tinha mudado, eu
sentia a necessidade de buscar novas experiências, e não demorou muito para eu
novamente deparar-me com meu assassino "DRUGS". Aos poucos, meus
melhores amigos foram se afastando quando comecei a me envolver com uma galera
da pesada, e sem perceber, eu já era uma dependente química, a partir do
momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano.
Fizviagensalucinantes, fumei maconha misturada com esterco de
cavalo, experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria. Eu e a galera
descobrimos que misturando cocaína com sangue o efeito dela ficava mais forte,
e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim, o sangue que cada um cedia
para diluir o pó. No início a minha mesada cobria os meus custos com as
malditas, porque a galera repartia e o preço era acessível. Comecei a comprar a
"branca" a R$ 7,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir
somente a R$ 15,00 a
boa, e eu precisava no minimo 5 doses diárias. Saía na sexta-feira e retornava
aos domingos com meus "novos amigos".
Às vezes a gente
conseguia o "extasy", dançávamos nos "Points" a noite inteira
e depois... farra! O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais
perceberam, mas no início eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver
com a minha vida... Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou
trocar por drogas... Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana
fazia programas com uns velhos que pagavam bem. Sentia nojo de vender o meu
corpo, mas era necessário para conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha
família foi se desestruturando. Fui internada diversas vezes em Clínicas de
Recuperação. Meus pais, sempre com muito amor, gastavam fortunas para tentar
reverter o quadro.
Quando eu saía da
Clínica agüentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente. Abandonei
tudo: escola, bons amigos e família. Em dezembro de 1997 a minha sentença de
morte foi decretada; descobri que havia contraído
o vírus da AIDS, não sei se me picando, ou através de relações sexuais muitas
vezes sem camisinha. Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os
homens pagavam mais para transar sem camisinha. Aos poucos os meus valores, que
só agora reconheço, foram acabando,família,amigos,pais, religião, Deus, até
Deus, tudo me parecia ridículo. Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso
nunca vou deixar de amá-los. Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e
eu a joguei pelo ralo. Estou internada, com 24 kg, horrível, não quero
receber visitas porque não podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo,
mas do fundo do coração peço aos jovens que não entrem nessa viagem maluca...
Você com certeza
vai se arrepender assim como eu, mas percebo que é tarde demais pra mim. OBS.: Patrícia
encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e a
enfermeira Danelise, que cuidava dela, comunicou que Patrícia faleceu 14 horas
depois que escreveu essa carta, de parada cardio-respiratória em conseqüência
da AIDS.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Os meus amigos não são apenas importantes para mim, eles são
necessários para eu viver.!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Tanta amargura escondi, o medo de não
acertas; sonhos coloridos destruí, que eu não quero mais lembrar...
Não vou mais chorar, foi o que decidi, não
vou mais sofrer, pra que viver assim.
Meus sonhos meio em pedaços, que juntando fazem um e
um sentimento comum que escolhi chamar de amor...
Que de amores
nem as flores bem...
É tão difícil voltar...
...Mas sei que
as flores não saem do lugar, nem as que eu tirei de ti...
Hoje
entendo não há jeito não se engana um coração que de rimas e poesias fez
estrada e tem a alma desbotada pelo sol da ingratidão.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Às vezes
precisamos cair pra saber a falta que nos faz ficar em pé.
Mas existem sonhos que dão forças pra voar e encontrar caminhos
que só são vistos pelo ar.
No fundo, é que bem no fundo ainda existe amor entre nós...